Amplificadores
O fato é que por causa
desse amplificador eu fiquei viciado em Marshalls!
Entre os inúmeros modelos desenvolvidos por Mr. Jim e seus “rapazes de Milton Keynes” que eu testei nesse período há um que merece destaque. O pequeno JTM 30, com 2X10”. Compacto, barato e honesto. Um gigante portátil... O anúncio do seu lançamento na Guitar Player americana, com o David Grisson na porta do Continental Club, in Austin, pode não ter marcado época, mas foi o toque que faltava para eu colocar um aqui em casa. A única faixa em que ele aparece na minha discografia é Every Night of The Week, do cd homônimo da baiana Clara Ghimmel. Eu descrevo isso como Síndrome Britânica... Uma estranha necessidade de ter amplificadores Marshall em todos os cômodos da casa! Recentemente eu readquiri um JTM 30 – número de série 95 2.802.848 e ele vai para estrada comigo. É uma ótima alternativa para lugares menores. Agora não achem que eu estava louco e rasgando dinheiro ao dar o meu JTM 45 original de presente para o Rudy. Há muito, ele vinha me presenteando com partes e componentes para todo o meu equipamento e um Marshall como aquele, não cobriria todas as suas gentilezas nesses mais de dez anos de amizade. Até porque no final das contas foi um ótimo negócio! Duas semanas depois, no dia do meu embarque de volta para São Paulo. ele me deu mais um presente um Fender Princeton Black Face - 1964 – que era uma coisa insana!Usei esse pequeno monstro como minha principal fonte de timbre em todo o projeto Catharsis, é ele nas faixas Leading Brand, Every Night & Every Day, Ain´t No Sunshine, Hell Is Fine With Me e Chewing Bone Blues, sempre com o auxílio de um Fender Pro Junior de 15 watts. Trouxe dessa mesma viajem, um cabeçote Soldano Hot Rod 50. Esse aparelho foi a prova ideal para a minha teoria sobre amplificadores de boutique. Na loja tinha um som fabuloso... Na hora de mostrar serviço em estúdio, um horror! Vendi-o para o Edu Gomes que na época estava tocando com Irmandade do Blues e o timbre do Soldano mais a pegada dele formaram um casamento celestial. Meus delírios de grandeza nunca foram tão grandes assim, nunca quis ter carro importado, casa na praia, etc. Minha única razão de ser foi sempre minha música. Gastei tudo o que eu ganhei com ela. Foram coisas que adquiri que pudessem me fazer tocar, produzir e soar melhor. Essa é a melhor desculpa que eu tenho para ter vendido meu “Bluesbraker”. Esse aparelho viajou o Brasil inteiro de ponta a ponta, não sei quantas vezes, e ainda hoje ele tem as válvulas originais. Eu o vendi para o Duca Belintani porque um novo som tinha acabado com o meu sossego...
Nunca achei que fosse possível existir um amplificador com os timbres de um Marshall Plexi, um Vox AC 30 e um Fender Black Face. Mas existe e não é um brinquedinho do universo digital. É uma fantástica fábrica de timbres indescritíveis. Desenvolvido pelo genial Aspen Pittman o Trio Pré-Amp foi a razão pela qual eu decidi parar de usar Marshall. Fui apresentado aos amplificadores Grove Tubes pelo seu representante no Brasil, Philip Colodetti, fiz um teste drive na nossa aparição no programa Jô Onze Meia no SBT.
No final da década passada, a Marshall lançou um produto com um preço acessível e a mesma intenção sonora dos GT´s no mercado, a linha DSL 2000 (Dual Super Lead). A primeira vez que eu ouvi um amp desse foi no disco Who Else do Jeff Beck. Impressionante! O som tradicional da Marshall estava lá, a grande surpresa foi um som limpo muito próximo do timbre do Vox AC15. Comprei um e desde então é minha principal escolha para amplificadores em estúdio.
Fiquei oito meses criando e gravando o Banzo nos Estúdios Mosh. Não fiz shows e não me envolvi em outros projetos que pudessem pagar as minhas despesas no fim de cada mês. Resolvi vender todo o meu equipamento que no caso dos amplificadores era o DSL 200 e a caixa Marshall de 4X10” e quando fosse iniciar a tour em outubro de 2002 escolher uma nova alternativa para meu som. Como eu considero até agora o Banzo, o meu projeto mais bem sucedido no quesito guitarras e amplificadores, faço questão de mencionar mais um amplificador que fez sua contribuição durante as gravações desse projeto, um fantástico
Hiwatt DR 103 de 100 watts – número de série 6424 do acervo pessoal do Oswaldo Mallagutti do Mosh. Eu o usei plugado numa caixa Marshall 4X12” na faixa Redenção e para reamplificar o sinal já gravado das faixas Voando Para Mali e no solo de Shoiti (gravado originalmente com o DSL 2000). The Quest For Tone Continues... Bom, se chegaram até aqui, vocês devem ter lido na parte de guitarras os "comos e porquês" da minha resolução em ter uma guitarra para tocar o lado Jazzy do Blues e daí o surgimento de Tedda na minha história... Mas é óbvio que isso não ficaria de graça na hora em que eu precisasse amplificar o som dessa guitarra... Não foi tão difícil mas no mínimo muito pitoresco, deixe-me contar: No início de 2006 o AC Trio voltou a sua formação clássica, com Mario Fabre e Fabio Zaganin de volta a bordo... Estávamos tocando o nosso segundo show do ano no Bourbon Street em São Paulo e tínhamos o Edu Gomes e sua Les Paul como convidados.
Na passagem de som, o guitarrista Sergio Motta (Especialista em Produtos da Boss no Brasil) havia deixado uma pedaleira da Boss e um amplificador Cube 60 da Roland para que eu levasse para casa e testasse... Justo eu, um "válvolotra terminal", sem a menor chance de cura... Quis o destino que meu Marshall JTM 30 morresse no meio da terceira música e eu tivesse que plugar aquela "traquitana" toda...
Quando liguei a Tedda no Cube 60 achei o som que procurava na minha adolescência... George Benson, Bad Benson-era... Timbre puro, encorpado e sem chiado... Aos poucos fui me achando com os outros simuladores e agora me divido entre o Black Face e o British Combo... Como estou tocando com o Cube 60 ao alcance da minha mão esquerda, resolvi que entre eu e meu pequeno samurai só haverá um cabo da George L's... Não estão acreditando? Venha conferir o som dele ao vivo... Ainda está duvidando? Ligue para o guitarrista Amleto Barboni... Ele comprou meu Fulltone Fulldrive 2 (Custom Shop), não uso mais... |
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