Equipamentos

 


Fender Stratocaster - 1971

Minha primeira guitarra importada foi uma Fender Stratocaster sunburst, maple neck de 1971 o nº de série era 517491. Compramos essa guitarra nova na Casa Del Vecchio no começo de 1976. Tinham mais duas guitarras na loja, uma Fender Telecaster, blonde, maple neck de 1970 e uma Gibson Les Paul Custom Black Beauty de 1968, ambas eram usadas. A Strato em questão era minha terceira opção. A primeira era a Les Paul, meu sonho de consumo, mas meu pai encasquetou que a guitarra tinha que ser nova...
Foi com essa guitarra que eu fiz meu primeiro show no dia 26 de junho do mesmo ano. Acho que fiquei com ela menos de um ano... Em maio do ano seguinte, eu estava na Del Vecchio comprando palheta (desculpa para vadiar...) e apareceu um cara vendendo uma Gibson Les Paul DeLuxe “zero”, vinho, com captadores mini humbuckers, estojo marrom, deslumbrante, vendi a Strato para um cara, o case para outro e me casei com aquela Les Paul.


Les Paul DeLuxe - 1976
Gibson Les Paul DeLuxe – Wine Red – 1976 - número de série 00 129421.
Na noite em que eu trouxe minha Les Paul pra casa eu não conseguia dormir, fiquei sentado no escritório do meu pai polindo, tocando, amando aquela guitarra. Acabei pegando no sono sentado e abraçado com o estojo que estava em cima da mesa sob uma luz florescente que era para ver melhor os detalhes... Até eu me desfazer dessa guitarra em 1985 eu tive mais algumas Stratos, uma Gibson L6S (um pavor!) e um violão Ovation com cordas de aço. Atenção! Nunca tive mais de dois instrumentos ao mesmo tempo! Mas a Sabrina (em homenagem a uma das Panteras) foi minha grande parceira! Todos os momentos como estudante de música no CLAM e na Faculdade Paulista de Arte, os shows Rock 1, Rock 2 e Rock 3 no Teatro Municipal de São Caetano, As festas de alunos do CLAM todo fim de ano com gente como: André Geraissatti, Candido Serra, Nico Assumpção, Silvinho Mazzuca, Michel Freidson, Teco Cardoso, Otávio Fialho, Athos Costa, Julio Marino... Era sempre eu e a minha Les Paul! Fui com ela para Los Angeles estudar no GIT e foi por lá que eu entrei no mundo das “drogas pesadas” que traduzindo para guitarrês quer dizer: Instrumentos “Vintage”
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